segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

“Bicicletas em um Porto não muito alegre”

>> Ouça o comentário de Cintia Barenho do Centro de Estudos Ambientais no Contraponto de hoje (28/02) sobre o atropelamento de ciclistas em POA:


>> Assista ao atropelamento:



>> Participe do Protesto em repúdio à Violência no Trânsito:


*Título da matéria: Paulo Marques do @autogestaobr

*Publicado também no: http://radio-com.blogspot.com/

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Desarquivando o Brasil - Chega de silêncio

A proposta da "Blogagem coletiva" surgiu no ano passado, através da jornalista pelotense Niara de Oliveira e retorna nesse ano, na busca de engajamento social e principalmente respostas, que, por tantos anos estavam – e, friamente ainda estão- silenciosas e mortas.

Que o secreto torne-se público.


A Corte dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) reconheceu a importância de se identificar e punir os torturadores da Ditadura Militar, decidindo que a manutenção da Lei da Anistia fere acordos internacionais assinados pelo Brasil. Mas, infelizmente, o governo brasileiro segue ignorando a decisão.

Enquanto isto, o Supremo Tribunal Federal (STF) permanece na mais completa imobilidade e não dá mostras de que, ao menos pela via judicial, a decisão da OEA será respeitada. O Brasil, desta forma, caminha para se tornar um país criminoso, que não respeita as decisões de cortes internacionais superiores.

A tortura está institucionalizada no País porque não é possível punir tortura tendo anistiado os maiores torturadores de nossa história e nem sequer identificá-los. O Estado precisa investigar o paradeiro dos ainda desaparecidos políticos do regime militar. Paradeiro dos restos mortais dos desaparecidos porque a mim não convence essa papagaiada de guerrilheiros poupados por torturadores carrascos, vivendo por aí com medo e identidades falsas.

O Brasil é o País mais atrasado da América Latina com a revisão de seu passado e sua história. A Argentina julgou e condenou só no ano passado 89 repressores de sua ditadura, além de já ter ordenado a abertura dos arquivos secretos e já possuir um museu da memória do período da repressão. Chile e Uruguai também, com algumas pequenas diferenças. Mas todos foram de encontro ao passado sem medo.

Iniciativas que visavam a criação de uma Comissão da Verdade, a revisão da Lei da Anistia e a punição dos torturadores – todas parte do Terceiro Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH3) – foram paulatinamente esvaziadas, empurradas para debaixo do tapete e esquecidas. A secretária de Direitos Humanos, Maria do Rosário, se limitou a defender uma Comissão da Verdade sem punições, mas baseada no “entendimento” entre torturadores e vítimas.

Já passou da hora do Estado brasileiro vir a público e pedir desculpas junto com as Forças Armadas pelas atrocidades cometidas e pelos anos de censura, medo e tolhimento da liberdade que causaram danos incalculáveis a várias gerações e ao país, que perdeu o rumo de sua evolução histórica natural e a produção cultural e científica dessas gerações.

Não gostaria de ver mais mães de desaparecidos morrendo sem saber o que o Estado brasileiro fez com seus filhos, sem enterrar seus restos mortais, acabarem seu luto continuado de quatro décadas e sem receberem um pedido de desculpas oficial. O Brasil precisa conhecer a história dessas pessoas.

A proposta de blogagem coletiva consiste em aderir a campanha produzindo um post inédito (enfoques político, jurídico, direitos humanos, cidadania, histórico,… Escolham!) até o dia 10 de fevereiro, usando essa charge feita pelo quadrinista Ton nOise (@tonoise). Todas as contribuições são bem-vindas. Outros cartuns e charges, textos, entrevistas. Podemos combinar de indicar nos blogs e nas redes sociais todos os posts da blogagem, sempre usando a tag #DesarquivandoBR e citando sempre que possível “desarquivando o Brasil”. Serão dez dias de luta pelo desarquivamento do Brasil.

Leia ainda: Em 2009, Niara entrevistou Crimélia Almeida e Suzana Lisboa, - dois nomes, dentre tantos, marcados pela tortura da Ditadura Militar - . O encontro ocorreu após um debate, organizado pelo Instituto Mário Alves, na cidade de Pelotas/RS.


Mostra Cultural para Mestre Baptista

O Coletivo Catarse participa do movimento de apoio ao Mestre Baptista que realizará uma Mostra Cultural para arrecadar recursos para o tratamento de saúde do Mestre.

A Mostra Cultural acontecerá em Pelotas no dia 19 de Fevereiro no Clube Cultural Fica Ahí (Mal Deodoro, 368) com as seguintes atrações: KAKO XAVIER e a TAMBORADA, Grupo ODÚ ÈMÍ e ODARA.

Também será exibido o documentário O GRANDE TAMBOR, com a participação do Mestre Baptista, realizado pelo Coletivo Catarse e o IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacinal e que reconheceu o Tambor de Sopapo como Patrimônio Imaterial do Brasil.

>Ingressos a 5 reais

Toda renda será revertida para o tratamento de saúde do Mestre Baptista

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Camelôs: Trabalhadores querem trabalhar

Hoje (31/01) pela manhã ocorreu audiência em Pelotas para tratar de um tema que anda causando indignação por parte de trabalhadores da cidade: a construção do chamado pela Prefeitura "Shopping Popular", que segundo os camelôs de popular só tem o nome.

Os trabalhadores compareceram ao Plenário em massa afim de pressionar o poder público da cidade a não aprovar o tal projeto. A sessão que iniciou por volta de 9h terminou com cinco votos a favor, cinco contra e cinco ausências. Esse "empate" para os trabalhadores foi a primeira vitória, já que não obtendo a maioria o projeto foi derrotado.

Mesmo com a realização da audiência a Prefeitura diz que não necessita de aval nenhum para continuar encaminhando o projeto, e demonstra não estar aberta a negociações, como nota-se na matéria publicada no site da instituição ontem. Leia aqui. O Prefeito na matéria indicada diz não entender a insatisfação dos trabalhadores, já que esses, segundo ele, teriam preferência na aquisição das bancas do Shopping Popular.

De acordo com o sr. Jacques Moraes, entrevistado hoje na manifestação organizada pelos trabalhadores do camelódromo, a Prefeitura deixou claro que vai construir o Shopping e que em 45 dias todos serão retirados do atual abrigo dos camelôs. Segundo ele é um verdadeiro absurdo pagar R$ 480,00 mais água, luz e condomínio, sendo que em POA, onde a população é bem maior se paga R$ 500,00. Fora isso os trabalhadores estão indignados pelo fato de terem que dividir espaço dentro do Shopping com lojas de grandes comerciantes da cidade que terão espaço lá dentro.

Jacques afirmou que já houveram inúmeras tentativas de negociação com a Prefeitura, como por exemplo aumentar o espaço do atual camelódromo para abrigar os ambulantes que encontram-se no centro da cidade, mas não houve aceitação de nenhum tipo de negociação.

Mais uma vez a Prefeitura de Pelotas demonstra sua real preocupação com os trabalhadores da cidade, ou seja, nenhuma. Pois se fosse verdadeira a vontade de construir algo para melhorar a vida de todos as coisas poderiam se resolver na base do diálogo, algo que parece ser de outro mundo para a atual gestão.


Manifestantes dirigindo-se a frente da Prefeitura

Em frente a Prefeitura


sábado, 18 de dezembro de 2010

Sem ônibus em Pelotas, você vai de que?

Transporte Coletivo em Pelotas

Você se anima??




Trânsito em Pelotas

Tem que ter coragem!



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Dia Internacional de solidariedade ao povo palestino é comentado pelo cartunista Latuff

Carlos Latuff, cartunista brasileiro, mundialmente reconhecido como um dos principais cartunistas políticos da atualidade concedeu entrevista ao Programa Contraponto na RádioCom 104.5 FM hoje (29/11) e falou sobre o 29 de novembro: Dia Internacional de solidariedade ao povo palestino e sobre a violência no Rio de Janeiro sob uma visão diferenciada de um ativista social comprometido com as minorias.



>Ouça o áudio da entrevista com Carlos Latuff



*Texto publicado originalmente: http://radio-com.blogspot.com/

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Moradores protestam por morte de idoso na faixa de segurança

Moradores da Rua Prof. Araújo, em frente ao condomínio Largo Vernetti protestaram hoje (26/11) em solidariedade ao falecimento de um idoso de 80 anos que foi atropelado há uma semana atrás por um ônibus da empresa Conquistadora, quando atravessava pela faixa de segurança. A manifestação pacífica pede uma atitude do poder público em relação a sinalização mal feita no local, além de um semáforo no local.


Sexta-feira . 19/11/2011 . Rua Prof. Araujo 2149 . Pelotas . RS


Eli Golande (artista pelotense) que mora atualmente em São Paulo, presenciou o acidente. De passagem pela casa dos pais, ele criou um blog chamado Cruzando a Faixa para chamar a atenção da comunidade sobre o ocorrido, além de várias intervenções na localidade do acidente. Em entrevista ao Programa Contraponto disse: "numa via onde existe uma faixa de segurança, ou seja, supostamente, um atropelamento sobre a faixa, que foi o que aconteceu é inaceitável, seria algo improvável. Não somente se pede providência em relação a sinalização, mas também fiscalização".

O jornalista e morador da localidade, Regis Oliveira destacou: "há uma semana atrás uma vida foi perdida. Isso ocorre porque hoje em dia nós temos um verdadeiro descalabro no trânsito de Pelotas. O governo municipal é completamente omisso, não toma uma posição a respeito das questões do trânsito em Pelotas. Foi muito fácil para o atual Prefeito Fetter Junior colocar asfalto no Centro e transformar a cidade de Pelotas em uma verdadeira pista de fórmula 1, porque onde é que está a responsabilidade pela fiscalização que é da Prefeitura? Onde é que estão os agentes de trânsito, que são péssimamente remunerados nessa cidade?

>Confira o áudio da entrevista no local da manifestação destacado no Contraponto de hoje:


>Entrevista com José Nilton Velasques Fagundes, filho do idoso de 80 anos que foi morto:



>Imagens e textos do Blog Cruzando a faixa

Foi pintada uma cruz em meio à faixa de segurança, assim que consumada a fatalidade do acidente.
Assim, esta informação era comunicada a todos a partir de uma 'intervenção urbana'.




"Desta vez, a ação seria diferenciada e seriam utilizados 'stickers' -adesivos colados no meio urbano, também conhecidos como pós-grafite (www.grupoarac.com). E o alvo também mudara: agora eram os pedestres, que cruzariam a faixa.


Acredito que estes sejam os responsáveis em potêncial pela reivindicação de mudanças necessárias a serem feitas neste cruzamento.
Não pretendia aborda-los quando atravessavam a rua, mas criar uma relação íntima de diálogo.
Discutir a questão no ambiente particular de cada uma das pessoas que eu conseguisse atingir.
Me utilizei de uma técnica de colagem que consiste em colar um adesivo na sola do calçado de uma pessoa, para que a mesma perceba o conteúdo desse adesivo somente posteriormente, num 'contexto particular'

*Todas as fotos foram retiradas do Blog Cruzando a faixa.